
O movimento feminista tem diversas vertentes, mas algumas pautas são em comuns para todos e para aqueles que desejam entender melhor a importância do feminismo e porque ele vem sendo bem popularizado ultimamente, é só continuar lendo esse artigo.
Contra o Assédio
A luta contra o assédio é uma das principais pautas feminista, pois uma pesquisa relevou que mais de 98% das mulheres já sofreram algum tipo de assédio, onde mais de 7760 mulheres responderam a um questionário e os dados são surpreendentes e preocupantes:
- 85% das mulheres já passaram pelo constrangimento de ter algum homem passando a mão nelas. Na maioria das vezes, na bunda;
- 81% das mulheres já resolveram deixar de fazer alguma coisa por medo dos homens, por exemplo, passar em frente à alguma obra;
- 73% das mulheres queriam reagir a cantadas, mas não o fizeram por medo do que os homens poderiam fazer com elas;
- 68% das mulheres já foram xingadas por dizer um “não” para um homem;
- 90% das mulheres já resolveram trocar de roupa antes de sair por medo do assédio masculino.
Dessa forma o movimento feminista mostra como as mulheres são tratadas como objetos pelos homens, sendo isso tudo enraizado na sociedade e visto como normal. Para os homens todas essas atitudes são comuns, mas através desses dados fica evidente o quanto o assédio é real e cruel.
Legalização do aborto

Essa pauta do feminismo é uma das mais polemicas, porque falar de aborto ainda é um tabu, pois muitas pessoas são contras e outras a favor, o que gera bastante discussão.
O que o movimento feminista fala é que as mulheres abortam, independentemente de ser legalizado ou não e cerca de 50 mil mulheres morrem realizando esse processo em clinicas clandestinas, o que acaba torna-se um problema de saúde pública.
De acordo com o Instituto Alan Guttmacher, mais de 1 milhão de mulheres realizam abortos no Brasil anualmente, a maioria são católicas, seguidas pelas evangélicas.
Diante dessa realidade, o feminismo acredita que a decisão de interromper uma gravidez é totalmente pessoal e que não cabe ao estado e nem as pessoas ficarem controlando, pois o corpo é da mulher, logo a decisão é somente dela.
Outra questão é que, o país é totalmente desigual, então mulheres que são classe média realizam abortos com segurança pagando até 5 mil reais, já as mulheres pobres, infelizmente, se submetem a clinicas clandestinas que não possui o mínimo de higiene.
Alguns profissionais da saúde já se posicionaram sobre a pauta do aborto, falando que o dinheiro que é utilizado para tratar as mulheres que sofrem complicações com aborto clandestino, é muito maior do que o que seria usado para realizar esse procedimento. Logo esse fato quebra o argumento que o aborto sairia muito caro para o governo.
O movimento feminista também pauta a questão que nem todos os métodos contraceptivos são 100% seguros, então não existe o argumento de que “engravidou porque quer”.
Portanto, as feministas, acreditam que quem é contra o aborto é só não praticar, mas que uma mulher que decida realizá-lo deve ser respeitada, pois o corpo é dela e só ela pode decidir se quer prosseguir a gravidez ou não.
Violência doméstica
Outra pauta bem conhecida do feminismo é a violência doméstica. No Brasil existe a lei Maria da Penha, que está vigente há 11 anos, sendo uma forma de reprimir esse tipo de violência.
A violência doméstica tem gênero feminino, pois as mulheres diariamente morrem pelas mãos dos seus maridos, dentro da sua própria casa em números alarmantes, então a Lei Maria da Penha vem chamando atenção para esses dados.
Um dos desafios do feminismo é pensar em punições para os agressores, pois apenas colocá-los na prisão não tem sido a solução. Outra questão que o movimento feminismo levanta é o apoio as vítimas de violência doméstica, pois muitas vezes quando vão denunciar essas mulheres não recebem o atendimento correto.
Mesmo a lei estando vigente desde 2006, sendo reconhecida e tendo uma visibilidade grande atualmente, os dados mostram que ainda é preciso lutar contra a violência doméstica:
- De três brasileiras uma já foi vítima de violência doméstica, de acordo com Datafolha;
- Mulheres sofrem agressão quando vão as delegacias e elas estão fechadas, o Jornal Agora fez esse levantamento, baseando-se em 200 mil boletins;
- 23 mil casos de violência doméstica na Bahia só nos primeiros meses de 2017, esses dados são da Secretaria de Segurança Pública da Bahia;
- Medidas preventivas não garantem a segurança das mulheres, os dados foram do Departamento de Pesquisa Jurídicas do Conselho Nacional de Justiça.
Conclusão
Essas são algumas das pautas do movimento feminista que mostra a importância do crescimento do mesmo, mas existem diversas pautas como o direito da mulher ganhar o mesmo salário que um homem até o fim da cultura do estupro.




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