A Resistência em Acreditar que as Mulheres Podem ser Livres é Cultural

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Fonte: pxhere

Percebemos uma resistência em aceitar que as mulheres podem ser livres, que podem fazer o que quiser com o seu corpo, com sua vida, como profissional, etc. O problema é que culturalmente as mulheres sempre tiveram suas vidas direcionadas por outras pessoas.

No início os pais decidiam com quem as filhas deveriam casar (ainda acontece em alguns países), inclusive enquanto ainda eram crianças. A sociedade sempre “ditou” os comportamentos adequados e não adequados para uma dama.

A influência do externo, da época e dos costumes do momento sempre ditaram as regras para as mulheres. Não que regras não devam existir, mas que se elas querem mandar que mandem em TODOS da mesma forma.

Sempre ouvimos que não tem problema homens beijarem, “ficarem”, ter relações com várias mulheres, mas quando o jogo é invertido simplesmente há uma repulsa a tal comportamento. É nesse ponto que chegamos, dificilmente alguém de uma geração bem mais tradicional aceitaria que sua filha ficasse com um homem em cada festa que fosse, já se for homem, tudo bem.

É complicado, sempre a sociedade induz o comportamento, a moda, os costumes, cabe a cada um decidir o que segui ou não. O que acontece hoje é as pessoas quererem impor regras a todos, não apenas aos seus filhos como seria o correto.

Nem mesmo pessoas da família como sobrinhas, tias, etc devem sofrer com imposições de terceiros. Cada um deve verdadeiramente cuidar da sua vida e daqueles que são dependentes de você (como filhos) e mesmo sendo seus filhos, ainda é importante sempre refletir sobre a forma que está educando, ninguém tem uma verdade absoluta, isso é ignorância! Por isso é necessário aprender e refletir sempre!

Até mesmo o marido deve deixar sua mulher decidir que caminho seguir, se não concorda deve apenas demonstrar isso e desenvolver um diálogo. Nada de obrigações, exigências que possam inibir a mulher de ser quem ela realmente é.

Quantas de nós acabam vivendo uma vida de pesadelo em vez de ter vivido seu sonho que a acompanhou por muito tempo? São muitas que abdicam de suas realizações pelos outros, pelas imposições da sociedade.

Devemos acreditar na liberdade

mulheres podem ser livres | mulher pulando rocha
Fonte: pxhere

O feminismo da liberdade representa a igualdade moral, social e jurídica dos sexos – e a liberdade das mulheres (e dos homens) de empregar seu status igual para perseguir a felicidade como eles escolhem.

O feminismo não está em guerra com a feminilidade ou a masculinidade e não vê homens e mulheres como tribos opostas. As teorias da opressão patriarcal universal ou os males inerentes ao capitalismo não estão em seus comprimidos fundadores.

Também não são testes decisivos do processo decisivo: acolhe mulheres e homens de todo o espectro político. Simplificando, a liberdade que o feminismo afirma para as mulheres o que afirma para todos: dignidade, oportunidade e liberdade pessoal.

Devemos acreditar na liberdade, que cada um possa ESCOLHER a sua forma de viver, de se vestir e com quem se relacionar. É importante que a sociedade perceba que quanto mais nos preocuparmos com a vida dos outros, mais chances dos políticos se aproveitarem disso e continuar sem trabalhar pelo povo, apenas os manipulando e pensando apenas nas suas próprias vantagens em ter aquele poder.

Qualquer pessoa que se preocupe em melhorar o status das mulheres em todo o mundo deve trabalhar para entender a ajudar um movimento de mulheres que atenda a igualdade.

Um feminismo com base na realidade, centrado na liberdade e respeitado pelos homens, poderia ajudar grandemente as mulheres nessa luta tão árdua, tanto no Brasil como em todo o mundo. Liberdade! O feminismo é a maneira de contribuição para esse progresso.

Chega de rótulos, de minimizar movimentos apenas pelo que é veiculado pela mídia. De acreditar em imagens produzidas puramente para convencê-los de determinados assuntos. A manipulação é constante, boa parte das notícias e reportagens que são veiculadas diariamente possuem por trás um objetivo específico de dominação, de manipulação de ideias.

É claro que não é fácil ficar imune a isso, talvez nem seja possível, mas se pelo menos houver um pingo de consciência de que é isso o que ocorre, a mente fica um pouco mais protegida. Procure ouvir os dois lados sempre e só depois ver se consegue se decidir quanto a um lado.

É importante saber também que não é obrigado a escolher um lado e muito menos ter opinião formada sobre tudo. Estamos em constante evolução e nunca saberemos sobre tudo, nunca teremos soluções únicas para assuntos tão complexos.

Ter noção da dimensão dos problemas, do preconceito, do machismo, já ajuda bastante a entender que o feminismo não existe por acaso e não é o único movimento que está em luta. Aprender sempre, julgar, nunca!

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